É tempo de refletir e mudar...
É tempo de desconstruir o shopping center
e o restaurante a kilo em que o Natal foi
transformado.
Deixemos de lado os presentes volumosos, as embalagens vistosas, as caixas, as
fitas, os brilhos.
Quando os Reis Magos levaram metais preciosos como oferenda ao menino Jesus,
ele dormia numa manjedoura para gado forrada com palha.
O espírito de Natal é a humildade, a simplicidade, os bons propósitos de
coração. Este é o clima que deve reinar em nossos lares no momento da reunião
familiar.
O consumismo é o desvirtuamento pernicioso imposto pelos agentes econômicos e
comerciais. Por quanto tempo continuaremos a alimentar os seus bolsos e contas
bancárias?
Ofereçamos aos nossos entes queridos uma flor, um cartão com uma mensagem de
vida, um pequeno objeto, que inclusive já nos pertença, mas oferecido com
sinceridade de propósitos e afeto.
Se queremos dar um bonito presente a um ente querido, procuremos fazê-lo em uma
data festiva, de aniversário, por exemplo, mas distante da reunião familiar
para o Natal. Se queremos organizar um amigo oculto,
por que não contribuímos todos nós, inclusive os menores, com pequenas quantias
que, reunidas, podem ser doadas a pessoas carentes, famintas e sem teto que
vivem às dezenas por perto de nossas casas? Isso aprofunda em cada um de nós,
sobretudo nos menores de idade, a consciência social.
O Natal é a data máxima para exercer a solidariedade.
Durante a reunião familiar da véspera de Natal, dediquemos alguns minutos a um
exercício de meditação, durante o qual um de nós pode dedicar uma mensagem,
algumas palavras de satisfação pelo convívio durável daquele momento.
Para que a mesa de Natal precisa ostentar fartura? Para que tanta gula?
A Santa Ceia consistiu em apenas pão e vinho. Por que então nossa refeição não
pode ser frugal, simples, depurada, restrita ao essencial? Ali, o verdadeiro
alimento é o convívio, a solidariedade, o afeto.
Conseguiremos despirmo-nos de todo esse aparato espantoso que transforma o
período natalino em uma pantomima burlesca? Para que tanta luz, tanto brilho,
tanto ofuscamento? Na noite de Natal, a única fonte de luz era uma estrela que
brilhava mais forte no firmamento sobre a cidade de Belém.
Quando vamos começar a
resgatar o genuíno espírito do Natal?
Autor Desconhecido
--------------------------------------------Um cordial abraço,
Ricardo Mattos
www.RicardoMattos.com
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